segunda-feira, 28 de março de 2011

REATORES NO JAPÃO

Resumo Crítico

     A partir de Sexta-feira, dia 11 de março,o Japão vem enfrentando eventos naturais como terremotos e um tsunami, nas cidades de Fukushima e Sendai, entre outras. As usinas nucleares da cidade de Fukushima são preparadas para em caso de terremoto se desligarem, o que de fato aconteceu, entretanto, o reator, mesmo depois de desligado, continua com 7% da potência de sua operação nominal(normal), e isso faz com que ainda gere energia e necessite de resfriamento contínuo, o qual é feito por um sistema de remoção de calor residual, ou seja, por um sistema extra de bombas, que energizadas por diesel, impulsionam água para o interior do núcleo do reator com o intuito de resfriá-lo.
     O tsunami quebrou essas unidades diesel de geração de energia, e dessa forma as bombas de remoção de calor residual não funcionaram, fazendo com que o núcleo não fosse refrigerado. Dessa forma, os elementos do núcleo, inclusive a água parada,  atingiram altas temperaturas acarretando na formação de hidrogênio, a partir de uma reação do vapor d’água com o zircaloi, material presente no encapsulamento dos elementos combustíveis.
     O hidrogênio em altas concentrações é inflamável, e consequentemente está sujeito à explosões, como o que de fato aconteceu. E estas causam danificações nos constituintes do núcleo e do prédio de contenção.
     Uma série de acontecimentos dessa grandeza aconteceram com 4 dos 6 reatores de Fukushima. Para uma melhor compreensão da ordem desses acontecimentos temos a reportagem do jornal O Globo:

Sexta-feira, 11 de março:
- As autoridades anunciam que quatro usinas nucleares na área atingida pelo terremoto foram desativadas. Onze das quase 50 centrais param de produzir energia.

Sábado, 12 de março:
O governo japonês ordena a evacuação das pessoas que moram nos arredores da usina Fukushima 1, onde o terremoto fez com que os sistemas de refrigeração falhassem, criando o receio de uma fusão.
Explosão na usina nuclear Fukushima 1. O teto do prédio de contenção do reator 1 desaba. O acidente é catalogado como de nível 4 em 7 na Escala Internacional de Eventos Nucleares (INES, na sigla em inglês).

Domingo, 13 de março:
A operadora Tokyo Electric Power (TEPCO) não exclui que o combustível do reator número 2 tenha derretido devido à falha no sistema de resfriamento.

Segunda-feira, 14 de março:
Ocorrem explosões no reator 3 de Fukushima 1, sem ocorrência de danos, segundo a Tokyo Electric Power (TEPCO). As barras do reator 2 chegama ficar totalmente expostas.
Terça-feira, dia 15 de março:
Explosão pela presença de hidrogênio no reator 2 de Fukushima 1 e incêndio no reator 4. Leve alta de temperatura nos reatores 5 e 6.

Quarta-feira, 16 março:
Novo incêndio no reator 4 da usina de Fukushima.
Cilindro de confinamento do reator 3 danificado, segundo o governo.
Entretanto, a grande preocupação é com o reator 3, o qual é o único da usina que usa combustível Plutônio, sendo esse muito tóxico para os seres humanos, já que uma vez absorvido na corrente sanguínea pode permanecer por muitos anos na medula óssea, no fígado e até mesmo provocando mutações que acarretem em câncer. Estão sendo distribuídas pílulas de iodeto de potássio a fim de ajudar a proteger a glândula tireóide de uma possível exposição à radiação.
A quipe técnica encontra dificuldades para enfrentar as excessivas quantidades de radiação, que atrapalham no próprio deslocamento até os reatores, assim como afirma Gregory Jaczko em:
     "Será  muito difícil que trabalhadores de emergência consigam chegar até  o local. As doses de radiação, às quais eles podem ser expostos seriam potencialmente letais em um período curto de tempo".
Como atitude extrema para o resfriamento do reator, as autoridades japonesas cogitam utilizar um caminhão-pipa com canhão de água, já que a tentativa, anterior, por meio de helicópteros não pode ser concluída pois os pilotos enfrentariam uma região de alta incidência radioativa.
Com uma possível fusão do núcleo(derretimento de suas estruturas), a liberação dos produtos de fissão(gasosos e particulados) é eminente, com isso os produtos gasosos vão de acordo com os ventos para a atmosfera e os particulados se precipitam nas proximidades das usinas, contaminando diversas localidades, inclusive, com os ventos carregar essas nuvens de radiação para outros continentes, porém com nível de radiação bem menor.Um acontecimento parecido foi o de Tchernobil, pior acidente nuclear da história(atingindo grau 7 na classificação de sua gravidade), pois em alguns países, contando com o Brasil, foi detectado aumento da radiação, por massas radioativas vindas do local do acidente, Ucrânia.

Se realmente houve uma fusão do núcleo, a situação dos reatores do Japão seriam similares a de Tchernobil, mas como não se tem evidências ou declarações de uma efetiva fusão nuclear, subentende-se a situação do país como “menos grave”.

Conclusão

Com base nas pesquisas e síntese formadas , chegou-se a conclusão que tal acontecimento traz grande impacto para não só o país em questão mas todo o mundo, afetando o aspecto social, já que muitas pessoas morreram, sofrem e terão de recomeçar suas vidas, envolvendo a questão psicológica, pois esses acontecimentos não podem ser enxergados fora de uma linha cronológica de acontecimentos nucleares que trouxeram profundas marcas que destruíram famílias, sonhos e pessoas. Também afetou-se a questão econômica, a mais visada pelos diversos países, já que se trata da 3ª potência mundial, cuja estrutura econômica afeta as demais e de fato afetará, trazendo aumento da carga tributária, perda de emprego, entre outros problemas por exemplo.
A informação de toda essa situação é útil tanto a curto como a longo prazo para ciência das conseqüências e influências que todos sofreremos, nos servindo até de embasamento para futuras melhorias e replanejamentos.
Percebemos, então que tal alternativa energética mostra ser uma das mais eficientes, contudo exige alto grau de e infra-estrutura. Vale a pena o investimento desses reatores, justamente no Japão, onde não se tem muitas formas de obtenção de energia, há muito capital e organização e principalmente nas condições atuais, já que deve-se investir na reconstrução dessas usinas e no reparo dos problemas por elas causados. 
Acreditamos que esta unida, forte e organizada nação se reconstituirá rapidamente, contanto com ajuda econômica, militar e psicológica de diversos outros países.

Referências Bibliográficas

Trabalho realizado pelas alunas do 3º Ensino Médio: Ana Carolina Reis Lopes e Julia Pires Conti.

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