segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nova reação química ocorre em lua de Júpiter


Cientistas descobriram que a reação na lua Europa, de Júpiter, forma gelo com velocidade surpreendentemente alta.
A lua Europa, que orbita Júpiter, pode esconder rápidas reações químicas entre água e dióxido sulfúrico em temperaturas extremamente baixas.
Mark Loeffler e Reggie Hudson, do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa – a agência espacial americana – descobriram que a reação forma gelo com velocidade surpreendentemente alta em temperaturas centenas de graus abaixo do normal para o congelamento.
Segundo os pesquisadores, como essa reação ocorre sem radiação, poderia surgir por toda a lua Europa uma espessa camada de gelo, o que muda o pensamento atual sobre química e geologia desta lua e, talvez, de outras pelo espaço.
“Quando pensamos sobre reações na lua Europa, sempre pensamos sobre reações realizadas com radiação”, disse Loeffler. A temperatura da lua varis entre – 187ºC e -143ºC. Nestas temperaturas, costumeiramente reações químicas precisam de energia de radiação ou luz. Na lua Europa, a energia vem de partículas de radiações de Júpiter.
“Quando observamos a superfície da lua Europa, vemos que é gelada e sólida, e normalmente você não espera que coisas muito rápidas ocorram sob essas condições”, falou Hudson. “Mas com essa química que descrevemos, podemos ter camadas de gelo de 10 ou 100 de espessura, e se realmente há dióxido sulfúrico misturado, teremos esta reação”., comentou Loeffler.

Para saber mais:

Trabalho realizado pelas alunas:
Jacqueline Henrique e Karina Rodrigues, 1º Ensino Médio.

A Química Orgânica e sua importância para a humanidade

O que é mais importante na Química para nossa sobrevivência?
Seria a radioatividade na cura do câncer? Como desvendar um crime? Ou seria no desenvolvimento de novas tecnologias?
Nenhuma delas é tão importante quanto a Química Orgânica, pois é a que mais ajuda no desenvolvimento do ser humano.
Por mais que a cura de uma doença muito grave ou encontrar um criminoso ou desenvolver novas tecnologias pareça ser solução de vários problemas, a melhor explicação para ajudar na nossa sobrevivência é com a Química Orgânica.
A Química Orgânica está inserida em nossa vida de uma forma muito natural, e às vezes nem percebemos. Seu objetivo principal é o estudo dos compostos que possuem carbono, as moléculas consideradas orgânicas, entre elas aquelas derivadas de plantas ou animais.
A vida é composta por átomos de carbono, o que dá característica à Química Orgânica. Assim o estudo dela é crucial na medicina, por exemplo, levando em conta que medicamentos são todos baseados em substâncias orgânicas que reagem em nosso organismo.
Os compostos orgânicos integram diversos materiais, tais como: combustíveis, polímeros, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, detergentes, aditivos alimentares, cosméticos, perfumes e medicamentos.
Uma molécula orgânica complexa pode se quebrar, pois seus átomos adquirirem novas disposições, por um grande número de processos. Há também outros métodos para adicionarem a essa molécula mais átomos ou substituir seus átomos por outros átomos. A Química Orgânica resume-se em identificar essas reações, como elas se realizam e as suas possíveis aplicações na síntese de compostos. 
A Química Orgânica é também um estudo fundamental para a Biologia. A Bioquímica estuda as moléculas e suas reações químicas, nos fundamentos da vida. No processo biológico analisado pela Química Orgânica, excluindo a água, os organismos vivos são formados principalmente pelos compostos orgânicos e as moléculas da Biologia Molecular são consideradas moléculas orgânicas.
Existem somente duas grandes fontes de compostos orgânicos simples: carvão e petróleo. Através deles é possível preparar moléculas maiores e mais complexas.
As substâncias orgânicas já existiam na pré-história. Um composto orgânico que prova esta afirmação é o álcool etílico, o qual surgiu da primeira fermentação do suco de uva, tal reação deu origem ao vinho. Mas o que torna este elemento essencial na formação dos compostos orgânicos? É válido ressaltar que o carbono está presente na porcentagem de 60 % em massa do organismo humano, como também em todos os seres vivos.
A Química Orgânica ajuda na compreensão de como funcionam os órgãos internos e como reagem quando entram em contato com certas substâncias, ajuda na descoberta de medicamentos que combatem doenças, na utilização de fertilizantes, polímeros (plásticos), entre outros, sendo algumas de suas áreas de atuação a Biomedicina, Farmácia, Bioquímica e Biologia, entre outros.
A maioria dos compostos orgânicos pode ser sintetizada, por vezes, a partir de substâncias inorgânicas, tais como carbonetos e cianetos.
Foi através da Química Orgânica que foi possível determinar as estruturas das substâncias, pois uma vez conhecida a estrutura de um composto era possível sua produção por meio de reações químicas.
É através da Química Orgânica que é possível entender como é possível ocorrer o fenômeno da Isomeria, caracterizado pela ocorrência de duas ou mais substâncias diferentes que compõem a mesma fórmula molecular e como identificar essa propriedade.
A necessidade de proteger o ambiente nos leva ao estudo dos Polímeros: um tipo de material que revolucionou a indústria de plásticos e constitui uma ameaça ambiental. É através da Química Orgânica que é possível ver de que são formados os Polímeros e porque são poluentes.
Hidrocarbonetos, que são todos os compostos constituídos unicamente por carbono e hidrogênio (C, H), e ganham uma seção particular dedicada ao estudo dos alcanos, alcenos e alcinos.
Foi a Química Orgânica que ajudou e influenciou no avanço e na evolução do homem na história da humanidade.

Para saber mais:

Trabalho realizado pelos alunos:
Anderson de Souza Marinho e Isadora Chiliani Oliveira – 2º Ensino Médio








segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Modificação química gera madeira que repele água e conduz eletricidade


Químicos finlandeses desenvolveram uma tecnologia que permite alterar as propriedades de materiais feitos a partir de fibras de madeira. Podem ser alteradas, por exemplo, a condutividade elétrica e a capacidade de repelir umidade.
            A técnica promove uma modificação químico-enzimática nas fibras, permitindo que elas tenham suas propriedades ajustadas de acordo com a utilização que terão. Pode-se reforçar as propriedades já existentes, químicas ou mecânicas, ou inserir propriedades totalmente novas, não encontradas nas madeiras naturais.


            Madeira repelente à água

            Produtos de madeira são naturalmente bons absorventes de umidade. Juntando compostos químicos às fibras de madeira, por meio de processos químicos ou enzimáticos, os pesquisadores conseguem agora controlar com precisão essa capacidade de absorção de líquidos, até um nível em que se torna possível a fabricação de madeiras repelentes à água.
            Como a técnica age diretamente sobre as fibras de madeira, ela poderá ser utilizada no processo de fabricação de qualquer produto à base de lignina, um dos componentes estruturais das paredes das células vegetais, ao lado da celulose e da hemicelulose.


Químicos finlandeses desenvolveram uma tecnologia que permite alterar as propriedades de materiais feitos a partir de fibras de madeira. Podem ser alteradas, por exemplo, a condutividade elétrica e a capacidade de repelir umidade.

            A técnica promove uma modificação químico-enzimática nas fibras, permitindo que elas tenham suas propriedades ajustadas de acordo com a utilização que terão. Pode-se reforçar as propriedades já existentes, químicas ou mecânicas, ou inserir propriedades totalmente novas, não encontradas nas madeiras naturais.



            Madeira repelente à água

            Produtos de madeira são naturalmente bons absorventes de umidade. Juntando compostos químicos às fibras de madeira, por meio de processos químicos ou enzimáticos, os pesquisadores conseguem agora controlar com precisão essa capacidade de absorção de líquidos, até um nível em que se torna possível a fabricação de madeiras repelentes à água.

            Como a técnica age diretamente sobre as fibras de madeira, ela poderá ser utilizada no processo de fabricação de qualquer produto à base de lignina, um dos componentes estruturais das paredes das células vegetais, ao lado da celulose e da hemicelulose.



Para saber mais:




Colaboração dos alunos:

Gianlucca Savickas Cotta e Vinícius Costa Bueno – 1º Ensino Médio.

Substâncias químicas podem ser responsáveis por surdez no trabalho


Por muito tempo o excesso de ruído foi considerado o único responsável por problemas auditivos ligados ao ambiente de trabalho. Apesar de pesquisas iniciadas na década 1980 indicarem que a exposição a substâncias químicas como metais e solventes pode causar, de forma lenta e gradual, perdas auditivas irreversíveis, o assunto ainda é pouco discutido. A pesquisadora e mestranda do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Fiocruz, Andréa Pires de Mello, orientada por William Waissmann, alerta que a legislação trabalhista não considera este risco. "Existem limites máximos de exposição ao ruído, mas não há normas para a exposição a substâncias químicas no que se refere aos possíveis danos auditivos", explica. "É fundamental não apenas estabelecer limites de segurança para a exposição isolada a estas substâncias, como também para a exposição combinada ao ruído, muito comum em fábricas, que pode potencializar os danos auditivos".

            A semelhança entre o tipo de perda auditiva causada por ruído e por substâncias químicas pode ser uma das razões para a negligência em relação ao assunto. "Nos dois casos, a perda auditiva é neurosensorial e gradativa, atingindo inicialmente as freqüências de som agudas", explica Andréa. "O quadro evolui para perdas em outras freqüências sonoras, inclusive aquelas em que se concentra a fala. Também é possível ocorrerem zumbidos, antes mesmo da perda auditiva". Enquanto a exposição ao ruído lesa apenas estruturas do ouvido, a perda auditiva causada por substâncias químicas compromete também o sistema neurológico ligado aos sentidos. Não existe tratamento medicamentoso ou cirúrgico para este tipo de perda auditiva e o único recurso é o uso de prótese, muitas vezes de difícil adaptação.



Para saber mais:


Colaboração das alunas:

Karina Martins Rodrigues, Jacqueline Henrique de Sousa e YuanYuan Chen – 1º Ensino Médio

Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro

Uma pesquisa com ratos da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriu que o bullying persistente tem efeitos não apenas na autoestima, como na composição química do cérebro daqueles que sofrem a agressão. Os resultados do estudo mostraram que os ratos que foram vítimas de bullying desenvolveram, além de um nervosismo pouco comum perto de novas companhias, uma maior sensibilidade à vasopressina, um hormônio ligado a uma variedade de comportamentos sociais.


Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que o estresse social crônico afeta o sistema neuro-endócrino, fundamental para comportamentos sociais como o cortejo, ligação entre pares e comportamento paternal. Mudanças nos componentes desses sistemas implicam em desordens como fobias sociais, depressão, esquizofrenia e autismo, afirmam os pesquisadores. Assim, as descobertas do estudo sugerem que o bullying pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade social de nível molecular a longo prazo.
            Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram um cenário que simula um pátio escolar onde um pequeno rato é colocado em uma jaula com diversos ratos maiores e mais velhos, que vão sendo substituídos a cada dez dias. Como os ratos são animais territoriais, cada nova chegada ocasionava uma briga, que era sempre perdida pelo novo ocupante da jaula.
            Após a briga, os pesquisadores separavam os animais fisicamente com uma grade que permitia ainda que o animal perdedor visse, ouvisse e sentisse o cheiro do outro, criando uma experiência de estresse.
            Depois de um dia de descanso, o rato perdedor, que passou por essa situação de estresse extremo, era colocado na presença de um outro rato não ameaçador. Nesta situação o rato vítima de bullying era mais relutante na hora de interagir com outros ratos. Eles também desenvolveram uma tendência a "congelar" em um lugar por tempos mais longos e frequentemente demonstravam estar avaliando riscos em relação a seus colegas de jaula. Todos esses comportamentos indicam medo e ansiedade. 

Para saber mais:

Colaboração dos alunos:
Guilherme Baptistini Domingues, Marina Nahas e Ricardo Figueiredo Veiga – 2º Ensino Médio.

Oxi, uma droga ainda pior


O oxi – uma pedra tóxica feita com cal, gasolina e pasta de cocaína – se espalha pelo país e assusta as autoridades mais que o crack

LONGE DEMAIS
Pedro, de 27 anos, numa clínica para dependentes em São Paulo. Usuário de crack, ao provar oxi sentiu que sua vida estava em risco


            Pedro tinha 8 anos quando começou a fumar maconha. Aos 14, experimentou cocaína. Com 19, foi apresentado ao crack. “Eu fumava cinco pedras e bebia até 12 copos de pinga.” Em janeiro deste ano, seu fornecedor de drogas, em Brasília, passou a oferecer pedras diferentes, com cheiro de querosene e consistência mais mole. Pedro estranhou. “Dizia a ele que a pedra estava batizada, que não era boa. O cara me dizia que era o que tinha e ainda me daria umas (pedras) a mais.” Não demorou para Pedro notar a diferença no efeito. A nova pedra era mais viciante. Para não sofrer com crises de abstinência, dobrou o consumo para até dez pedras por dia. Descobriu então que, em vez de crack, estava fumando uma droga chamada oxi. “Quando soube, vi que estava botando um veneno ainda maior no meu corpo. Fiquei com medo de morrer.” Aos 27 anos, depois de quase duas décadas de dependência química, Pedro sentiu que tinha ido longe demais. Internou-se numa clínica.

            A história de Pedro (nome fictício) ilustra o terror provocado pelo oxi, droga que está se espalhando rapidamente pelo Brasil. O oxi está sendo tratado pelos médicos como algo mais letal que o crack, considerado até agora a mais devastadora das drogas. Mas é consumido por pessoas que não sabem disso, porque é vendido em bocas de fumo como se fosse crack. “O oxi invadiu os postos de venda tradicionais. Isso preocupa”, diz o delegado Reinaldo Correa, titular da Divisão de Prevenção e Educação do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo.

            A primeira apreensão confirmada do oxi em São Paulo ocorreu quase por acaso. Em março, a polícia apreendeu 60 quilos de algo que foi classificado como crack. O equívoco foi corrigido quando esse carregamento foi usado numa demonstração para novos policiais. “Queimamos algumas pedras e, pelos resíduos, concluímos que era oxi”, afirma Correa. Quase diariamente, a polícia de algum Estado do Brasil anuncia ter apreendido a droga pela primeira vez (leia o mapa abaixo) . Em alguns casos, como em Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul, as primeiras apreensões foram feitas na semana passada. Não é que o oxi surgiu em tantos lugares em tão pouco tempo. Ele já havia se espalhado sem ser notado.

            Como o crack, o oxi é vendido em pedras que, quando queimadas, liberam uma fumaça. Inalada, em poucos segundos vai para o cérebro, provocando euforia e bem-estar. “Visualmente, são quase idênticas”, diz Correa. A diferenciação pode ser feita pela fumaça, que no caso do crack é mais branca, ou pelos resíduos: o crack deixa cinzas, enquanto o oxi libera uma substância oleosa. Por causa da dificuldade em distinguir uma droga da outra, é impossível ter exata noção da penetração do oxi entre os usuários. “Sabemos apenas que ele está aqui há algum tempo”, afirma Correa.

            Recente nos Estados mais ao sul do país, o oxi é velho conhecido dos viciados da Região Norte. Acredita-se que a droga entrou no Brasil ainda na década de 1980, a partir de Brasileia e Epitaciolândia, cidades do Acre que fazem fronteira com a Bolívia. O consumo da substância foi registrado por pesquisadores em 2003, quando Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos (Aborda), pesquisava o uso de merla, outro derivado da cocaína, entre os acrianos. “No primeiro momento, o oxi era usado pelas classes sociais mais baixas e por místicos que iam ao Acre atrás da ayahuasca (chá alucinógeno usado em cerimônias do Santo Daime)”, diz Mendes. A droga chegou à capital, Rio Branco, de onde se espalhou para outros Estados da região. “Hoje, é consumida em todas as classes sociais”, diz Mendes.






Para saber mais:


Colaboração das alunas:
Daniela Ieda Biffi e Larissa Castilho Albuquerque - 3º Ensino Médio

Químicos rebatem "fórmula" para enganar o bafômetro


Internautas e desafetos da chamada lei seca (nº 11.705) circulam uma fórmula para burlar o bafômetro. O único detalhe é que, apesar da forte divulgação, ela não possui qualquer embasamento científico.
Uma corrente que circula por e-mails e fóruns afirma que, ao misturar coca-cola e gelo momentos antes de passar pelo teste do assopro, uma certa quantidade de hidrogênio seria liberada da ingestão, confundindo o sistema.
A Folha Online apresentou a tese a cinco doutores do Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) todos rechaçaram a idéia.
"Isso é realmente só um boato, não há qualquer embasamento químico. O gelo não libera hidrogênio!", protesta o professor Reinaldo Bazito.
"Os espertinhos que tentarem fazer isso vão inevitavelmente dormir na delegacia", pondera o professor Renato Sanches Freire. Segundo ele, “se gelo liberasse hidrogênio, estaríamos todos explodindo".
"Não é possível formar hidrogênio nas condições descritas. Seria necessário usar corrente elétrica, isto é, realizar uma eletrólise, ou usar alta temperatura, da ordem de 800 ºC. Adicionando gelo à coca-cola, há apenas liberação de gás carbônico", completa o professor Peter Wilhelm Tiedemann, também da USP.
Outras estratégias menos famosas encontradas na rede, como beber azeite ou ingerir carvão ativado, receberam o mesmo tratamento de especialistas. Foram desmentidas.
Para saber mais:

Trabalho realizado pelas alunas: Cibele Freire e Rafaela Suemi – 2º Ensino Médio.