domingo, 12 de agosto de 2012

A Química nos esmaltes

A Química é imprescindível para os cosméticos. Cosméticos podem ser definidos como toda substância ou conjunto de substâncias, que neste caso são chamadas de formulações cosméticas, capazes de atuar na manutenção e melhora da aparência humana, ou até mesmo na higiene pessoal.
Com o desenvolvimento da química como ciência a partir do século XVIII, muitos métodos químicos vêm sendo aplicados aos cosméticos. A química pode auxiliar na otimização de um novo cosmético ou prover meios de est

A Química é imprescindível para os cosméticos. Cosméticos podem ser definidos como toda substância ou conjunto de substâncias, que neste caso são chamadas de formulações cosméticas, capazes de atuar na manutenção e melhora da aparência humana, ou até mesmo na higiene pessoal.

Com o desenvolvimento da química como ciência a partir do século XVIII, muitos métodos químicos vêm sendo aplicados aos cosméticos. A química pode auxiliar na otimização de um novo cosmético ou prover meios de estabilização e conservação de formulações que sejam mais eficientes.

Nitrocelulose
Eficiente e de fácil aplicação, a nitrocelulose é uma das mais tradicionais resinas sintéticas. Por tratar-se da resina de mais rápida secagem, é usada em segmentos como repintura automotiva, cosméticos (esmalte de unha) e acabamentos para couro, além de diversas outras aplicações.


Um fator que ressalta as qualidades da nitrocelulose em relação a outras resinas é que ela é produzida a partir de matérias-primas renováveis (celulose de madeira e de linter de algodão e etanol), sendo, portanto um produto ambientalmente correto.

Composição do esmalte
Um esmalte comum compõe-se de aproximadamente 85% de solventes e 15% de resinas, plastificantes e outros agentes. A tabela a seguir demonstra a função dos principais componentes de um esmalte de unha comum.



Denominação INCI

Denominação INN

Denominação química / IUPAC

Função

Butil Acetate

Acetato de Butila

Etanoato de butila

Solvente

Ethyl Acetate

Acetato de Etila

Etanoato de etila

Solvente

Toluene

Tolueno

Metilbenzeno

Solvente

Nitrocelulose

Nitrocelulose

Piroxilina

Agente filmogênico

Tosylamide/Hectorite Resin

Formaldeíldo

Metanal

Agente esterilizante

Isopropyl Alcohol

Isopropanol

Propano-2-ol

Solvente / Controlador de viscosidade

Acetyl Tributyl Citrate

Citrato de Acetil Tributil

Acetil Butileno

Plastificante

Camphor

Cânfora

1,7,7-trimetildiciclo[2.2.1]heptan-2-ona

Plastificante

Stearalkonium Hectorite

Estearalcônio Hectorita

Estearalcônio Hectorita

Espessante

Benzophenone-3

Benzofenona-3

1,1-diphenylmethanone

Cetona aromática

Alcohol

Alcool

Etanol

Solvente

Os cosméticos que mais causam alergia são justamente os esmaltes, que costumam conter em sua formulação três grandes vilões: formaldeído (mais conhecido como formol), tolueno e mica (usado nos esmaltes perolados e cintilantes). Os sintomas se manifestam normalmente no rosto e no pescoço, apresentando vermelhidão e coceira.

Fontes: http://quimikadez.blogspot.com/2011/07/quimica-do-esmalte.html

Imagens:
http://esmaltesempre.wordpress.com/category/esmaltes-nacionais/esmalte-risque/

Alunas: Maitê Gomes Miyao e Amanda Marchi Comar – 1º Ensino Médio





Escova progressiva com formol

 O formol é uma solução a 37% (p/v), é uma mistura líquida clara com várias aplicações. Por ser uma substância muito irritante vale lembrar que tem seu uso indicado apenas em produtos que não entrem em contato direto com a pele. É empregado na assepsia de material cirúrgico em geral e para preservar cadáveres por ter ação bactericida e antisséptica.
Em 2009 a ANVISA proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia e de chocolate. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol está relacionado ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. Também pode atacar o fígado. O câncer pode levar anos para aparecer.
O formol, penetra pela área ferida e cai diretamente na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo. Durante a aplicação nos cabelos, ele evapora e pode ser inalado por todos que estão no ambiente. A substância provoca irritação do nariz e da garganta. A pessoa pode ter uma laringite aguda e ficar sufocada.

Lesões causadas pela exposição ao formol. Algumas poucas aplicações seguidas podem ser suficientes para causar danos irreparáveis aos cabelos e até mesmo à saúde.
http://grandhablog.wordpress.com/conheca-o-projeto-grandha-contra-o-formol/

Em casos extremos, o formol pode levar ao colapso da circulação. Isso acontece quando há uma dilatação geral do organismo. O coração é afetado e há uma queda de pressão. A pessoa pode entrar em choque e morrer.
Concluímos após o trabalho realizado que o formol é uma substância extremamente prejudicial à saúde. E mesmo sendo um produto proibido pela ANVISA, ainda é utilizado nos cabeleireiros. Além de ser cancerígeno, causa irritação na pele. Logo então, não existe progressiva sem uso de formol.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1678073-15605,00-FORMOL+E+USADO+ILEGALMENTE+EM+SALOES+DE+BELEZA+PARA+ALISAR+OS+CABELOS.html
Alunas: Letícia F. D’ Amaral e Victoria Alves de Santana – 1.º Ensino Médio

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nova reação química ocorre em lua de Júpiter


Cientistas descobriram que a reação na lua Europa, de Júpiter, forma gelo com velocidade surpreendentemente alta.
A lua Europa, que orbita Júpiter, pode esconder rápidas reações químicas entre água e dióxido sulfúrico em temperaturas extremamente baixas.
Mark Loeffler e Reggie Hudson, do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa – a agência espacial americana – descobriram que a reação forma gelo com velocidade surpreendentemente alta em temperaturas centenas de graus abaixo do normal para o congelamento.
Segundo os pesquisadores, como essa reação ocorre sem radiação, poderia surgir por toda a lua Europa uma espessa camada de gelo, o que muda o pensamento atual sobre química e geologia desta lua e, talvez, de outras pelo espaço.
“Quando pensamos sobre reações na lua Europa, sempre pensamos sobre reações realizadas com radiação”, disse Loeffler. A temperatura da lua varis entre – 187ºC e -143ºC. Nestas temperaturas, costumeiramente reações químicas precisam de energia de radiação ou luz. Na lua Europa, a energia vem de partículas de radiações de Júpiter.
“Quando observamos a superfície da lua Europa, vemos que é gelada e sólida, e normalmente você não espera que coisas muito rápidas ocorram sob essas condições”, falou Hudson. “Mas com essa química que descrevemos, podemos ter camadas de gelo de 10 ou 100 de espessura, e se realmente há dióxido sulfúrico misturado, teremos esta reação”., comentou Loeffler.

Para saber mais:

Trabalho realizado pelas alunas:
Jacqueline Henrique e Karina Rodrigues, 1º Ensino Médio.

A Química Orgânica e sua importância para a humanidade

O que é mais importante na Química para nossa sobrevivência?
Seria a radioatividade na cura do câncer? Como desvendar um crime? Ou seria no desenvolvimento de novas tecnologias?
Nenhuma delas é tão importante quanto a Química Orgânica, pois é a que mais ajuda no desenvolvimento do ser humano.
Por mais que a cura de uma doença muito grave ou encontrar um criminoso ou desenvolver novas tecnologias pareça ser solução de vários problemas, a melhor explicação para ajudar na nossa sobrevivência é com a Química Orgânica.
A Química Orgânica está inserida em nossa vida de uma forma muito natural, e às vezes nem percebemos. Seu objetivo principal é o estudo dos compostos que possuem carbono, as moléculas consideradas orgânicas, entre elas aquelas derivadas de plantas ou animais.
A vida é composta por átomos de carbono, o que dá característica à Química Orgânica. Assim o estudo dela é crucial na medicina, por exemplo, levando em conta que medicamentos são todos baseados em substâncias orgânicas que reagem em nosso organismo.
Os compostos orgânicos integram diversos materiais, tais como: combustíveis, polímeros, pesticidas, herbicidas, fertilizantes, detergentes, aditivos alimentares, cosméticos, perfumes e medicamentos.
Uma molécula orgânica complexa pode se quebrar, pois seus átomos adquirirem novas disposições, por um grande número de processos. Há também outros métodos para adicionarem a essa molécula mais átomos ou substituir seus átomos por outros átomos. A Química Orgânica resume-se em identificar essas reações, como elas se realizam e as suas possíveis aplicações na síntese de compostos. 
A Química Orgânica é também um estudo fundamental para a Biologia. A Bioquímica estuda as moléculas e suas reações químicas, nos fundamentos da vida. No processo biológico analisado pela Química Orgânica, excluindo a água, os organismos vivos são formados principalmente pelos compostos orgânicos e as moléculas da Biologia Molecular são consideradas moléculas orgânicas.
Existem somente duas grandes fontes de compostos orgânicos simples: carvão e petróleo. Através deles é possível preparar moléculas maiores e mais complexas.
As substâncias orgânicas já existiam na pré-história. Um composto orgânico que prova esta afirmação é o álcool etílico, o qual surgiu da primeira fermentação do suco de uva, tal reação deu origem ao vinho. Mas o que torna este elemento essencial na formação dos compostos orgânicos? É válido ressaltar que o carbono está presente na porcentagem de 60 % em massa do organismo humano, como também em todos os seres vivos.
A Química Orgânica ajuda na compreensão de como funcionam os órgãos internos e como reagem quando entram em contato com certas substâncias, ajuda na descoberta de medicamentos que combatem doenças, na utilização de fertilizantes, polímeros (plásticos), entre outros, sendo algumas de suas áreas de atuação a Biomedicina, Farmácia, Bioquímica e Biologia, entre outros.
A maioria dos compostos orgânicos pode ser sintetizada, por vezes, a partir de substâncias inorgânicas, tais como carbonetos e cianetos.
Foi através da Química Orgânica que foi possível determinar as estruturas das substâncias, pois uma vez conhecida a estrutura de um composto era possível sua produção por meio de reações químicas.
É através da Química Orgânica que é possível entender como é possível ocorrer o fenômeno da Isomeria, caracterizado pela ocorrência de duas ou mais substâncias diferentes que compõem a mesma fórmula molecular e como identificar essa propriedade.
A necessidade de proteger o ambiente nos leva ao estudo dos Polímeros: um tipo de material que revolucionou a indústria de plásticos e constitui uma ameaça ambiental. É através da Química Orgânica que é possível ver de que são formados os Polímeros e porque são poluentes.
Hidrocarbonetos, que são todos os compostos constituídos unicamente por carbono e hidrogênio (C, H), e ganham uma seção particular dedicada ao estudo dos alcanos, alcenos e alcinos.
Foi a Química Orgânica que ajudou e influenciou no avanço e na evolução do homem na história da humanidade.

Para saber mais:

Trabalho realizado pelos alunos:
Anderson de Souza Marinho e Isadora Chiliani Oliveira – 2º Ensino Médio








segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Modificação química gera madeira que repele água e conduz eletricidade


Químicos finlandeses desenvolveram uma tecnologia que permite alterar as propriedades de materiais feitos a partir de fibras de madeira. Podem ser alteradas, por exemplo, a condutividade elétrica e a capacidade de repelir umidade.
            A técnica promove uma modificação químico-enzimática nas fibras, permitindo que elas tenham suas propriedades ajustadas de acordo com a utilização que terão. Pode-se reforçar as propriedades já existentes, químicas ou mecânicas, ou inserir propriedades totalmente novas, não encontradas nas madeiras naturais.


            Madeira repelente à água

            Produtos de madeira são naturalmente bons absorventes de umidade. Juntando compostos químicos às fibras de madeira, por meio de processos químicos ou enzimáticos, os pesquisadores conseguem agora controlar com precisão essa capacidade de absorção de líquidos, até um nível em que se torna possível a fabricação de madeiras repelentes à água.
            Como a técnica age diretamente sobre as fibras de madeira, ela poderá ser utilizada no processo de fabricação de qualquer produto à base de lignina, um dos componentes estruturais das paredes das células vegetais, ao lado da celulose e da hemicelulose.


Químicos finlandeses desenvolveram uma tecnologia que permite alterar as propriedades de materiais feitos a partir de fibras de madeira. Podem ser alteradas, por exemplo, a condutividade elétrica e a capacidade de repelir umidade.

            A técnica promove uma modificação químico-enzimática nas fibras, permitindo que elas tenham suas propriedades ajustadas de acordo com a utilização que terão. Pode-se reforçar as propriedades já existentes, químicas ou mecânicas, ou inserir propriedades totalmente novas, não encontradas nas madeiras naturais.



            Madeira repelente à água

            Produtos de madeira são naturalmente bons absorventes de umidade. Juntando compostos químicos às fibras de madeira, por meio de processos químicos ou enzimáticos, os pesquisadores conseguem agora controlar com precisão essa capacidade de absorção de líquidos, até um nível em que se torna possível a fabricação de madeiras repelentes à água.

            Como a técnica age diretamente sobre as fibras de madeira, ela poderá ser utilizada no processo de fabricação de qualquer produto à base de lignina, um dos componentes estruturais das paredes das células vegetais, ao lado da celulose e da hemicelulose.



Para saber mais:




Colaboração dos alunos:

Gianlucca Savickas Cotta e Vinícius Costa Bueno – 1º Ensino Médio.

Substâncias químicas podem ser responsáveis por surdez no trabalho


Por muito tempo o excesso de ruído foi considerado o único responsável por problemas auditivos ligados ao ambiente de trabalho. Apesar de pesquisas iniciadas na década 1980 indicarem que a exposição a substâncias químicas como metais e solventes pode causar, de forma lenta e gradual, perdas auditivas irreversíveis, o assunto ainda é pouco discutido. A pesquisadora e mestranda do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Fiocruz, Andréa Pires de Mello, orientada por William Waissmann, alerta que a legislação trabalhista não considera este risco. "Existem limites máximos de exposição ao ruído, mas não há normas para a exposição a substâncias químicas no que se refere aos possíveis danos auditivos", explica. "É fundamental não apenas estabelecer limites de segurança para a exposição isolada a estas substâncias, como também para a exposição combinada ao ruído, muito comum em fábricas, que pode potencializar os danos auditivos".

            A semelhança entre o tipo de perda auditiva causada por ruído e por substâncias químicas pode ser uma das razões para a negligência em relação ao assunto. "Nos dois casos, a perda auditiva é neurosensorial e gradativa, atingindo inicialmente as freqüências de som agudas", explica Andréa. "O quadro evolui para perdas em outras freqüências sonoras, inclusive aquelas em que se concentra a fala. Também é possível ocorrerem zumbidos, antes mesmo da perda auditiva". Enquanto a exposição ao ruído lesa apenas estruturas do ouvido, a perda auditiva causada por substâncias químicas compromete também o sistema neurológico ligado aos sentidos. Não existe tratamento medicamentoso ou cirúrgico para este tipo de perda auditiva e o único recurso é o uso de prótese, muitas vezes de difícil adaptação.



Para saber mais:


Colaboração das alunas:

Karina Martins Rodrigues, Jacqueline Henrique de Sousa e YuanYuan Chen – 1º Ensino Médio

Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro

Uma pesquisa com ratos da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriu que o bullying persistente tem efeitos não apenas na autoestima, como na composição química do cérebro daqueles que sofrem a agressão. Os resultados do estudo mostraram que os ratos que foram vítimas de bullying desenvolveram, além de um nervosismo pouco comum perto de novas companhias, uma maior sensibilidade à vasopressina, um hormônio ligado a uma variedade de comportamentos sociais.


Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que o estresse social crônico afeta o sistema neuro-endócrino, fundamental para comportamentos sociais como o cortejo, ligação entre pares e comportamento paternal. Mudanças nos componentes desses sistemas implicam em desordens como fobias sociais, depressão, esquizofrenia e autismo, afirmam os pesquisadores. Assim, as descobertas do estudo sugerem que o bullying pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade social de nível molecular a longo prazo.
            Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram um cenário que simula um pátio escolar onde um pequeno rato é colocado em uma jaula com diversos ratos maiores e mais velhos, que vão sendo substituídos a cada dez dias. Como os ratos são animais territoriais, cada nova chegada ocasionava uma briga, que era sempre perdida pelo novo ocupante da jaula.
            Após a briga, os pesquisadores separavam os animais fisicamente com uma grade que permitia ainda que o animal perdedor visse, ouvisse e sentisse o cheiro do outro, criando uma experiência de estresse.
            Depois de um dia de descanso, o rato perdedor, que passou por essa situação de estresse extremo, era colocado na presença de um outro rato não ameaçador. Nesta situação o rato vítima de bullying era mais relutante na hora de interagir com outros ratos. Eles também desenvolveram uma tendência a "congelar" em um lugar por tempos mais longos e frequentemente demonstravam estar avaliando riscos em relação a seus colegas de jaula. Todos esses comportamentos indicam medo e ansiedade. 

Para saber mais:

Colaboração dos alunos:
Guilherme Baptistini Domingues, Marina Nahas e Ricardo Figueiredo Veiga – 2º Ensino Médio.